Resumo
Na paisagem festiva da Galiza rural, numerosos coretos abandonados persistem não apenas como testemunhasde um passado recente, mas como espaços de emergência de novas ecologias e relações mais-que-humanas. Estasestruturas, originalmente concebidas para performances musicais, transformaram-se em habitats complexosonde diversas espécies e materialidades se entrelaçam, oferecendo um local privilegiado para examinar as transformaçõesecológicas e sociais da modernidade.Através de uma metodologia que combina práticas artísticas (gravação de campo, composição sonora) com abordagensantropológicas (etnografia sensorial, arqueologia do presente), esta investigação explora as múltiplas sonoridadese interações que emergem nestes espaços abandonados. Os coretos, como "ruínas modernas", revelam-se como lugares de encontro entre passado e presente, entre cultura e natureza, entre o humano e o nãohumano.Partindo de uma residência artística realizada em maio de 2024, esta apresentação toma a forma de uma sessãoexperimental de escuta. Entrelaçando gravações de campo, análise etnográfica e projeções audiovisuais, criamosuma experiência multissensorial que documenta como estas estruturas se tornaram lugares de encontro multiespéciese laboratórios vivos de coexistência.
Palabras chave
Ruínas. Som. Festa. Galiza. Escuta.