By
Aline Feitoza Oliveira (author)
Summary
Observar como a cultura material associada à morte e ao enterramento é registrada, armazenada e organizada em contextos de violações de direitos humanos permite entender como os artefatos — e o tratamento dado a eles — refletem construções sociais presentes nos processos de identificação, reparação e elaboração de memórias coletivas. Neste artigo, discutimos diferentes contextos em que teorias e métodos da Arqueologia contribuíram para a recuperação e identificação de pessoas desaparecidas, bem como para a construção e preservação da memória de grupos impactados por violências no passado recente. Por fim, refletimos sobre o potencial da cultura material em processos mais amplos de justiça, reparação e memória no Brasil — um campo ainda incipiente, especialmente no que se refere ao uso da Antropologia e da Arqueologia Forense em contextos de violência traumática.